sexta-feira, 29 de junho de 2012

A Chaga do Brasil

Criamos um habito de discutir os problemas do Brasil, imediatamente já apontamos as soluções, na maioria das vezes culpamos o governo, o que é inerente ao nosso gênio. Acontece que, os pontos dessa discussão são muitos e, esporadicamente, encontramos a raiz do problema: a falta de educação.

Não estou aqui discorrendo sobre a qualidade do ensino do Brasil, estou falando da educação que recebemos no berço. É ela que faz o usuário do coletivo não respeitar o idoso ou a gestante que tem o direito ao assento preferencial, é ela que faz o passageiro abrir o vidro do veículo e jogar a latinha de refrigerante na rua, é ela que faz o aluno desrespeitar o professor sob o manto dos pais, é ela que ocasiona brigas em bares e em festas, é ela que provoca inúmeras mortes no trânsito. Tudo por conta da falta de educação, pronto, simples de identificar o problema, agora, porque não o solucionamos?

Ora, somos programados desde o nascimento, somos vítimas de um sistema que nos torna míopes ou até mesmos cegos diante da realidade, recebemos uma estampa de preconceitos que estão enraizados na sociedade, somos educados para operar máquinas, compartilhar a “catarata” que circula nas redes sociais e até mesmo curti-la, somos marionetes do sistema, mas, não fazemos o básico,  o que seria o antídoto da nossa sociedade.

No meu cotidiano deparo-me com inúmeras situações que me fazem visualizar quanto a nossa sociedade é mal educada. Certa vez, voltando do estágio, o coletivo que me transportava brecou em cima da faixa de pedestres, o transeunte que iniciava a travessia, indignado com o desrespeito, bateu com a mão no carro e disparou palavrões, o motorista já estressado do trânsito da grande capital, devolveu as agressões verbais, graças a Deus outra pessoa que, também, atravessava a via, conteve o nervoso pedestre e quem sabe evitou até uma lesão corporal. Tudo isso não era falta de sinalização, não era falta de espaço, não era falta de faixas, era a falta de educação no princípio do fato narrado. Isso me faz lembrar que fui educado ouvindo minha mãe dizer que, violência só gera violência, e dessa lição, aprendi que gentileza só gera gentileza.

Com esses exemplos, já é possível observar que, não basta colocar os nossos filhos em boas escolas, não baste matricularmos em boas casas de línguas, não basta presenteamos com iPads, Blackberries, iPhone, ou qualquer outro aparelho do gênero. Se não dermos a educação do alicerce, aquela que ensina a dar bom dia, a dar boa tarde, o momento de pedir licença, a jogar o lixo no lixo, a ter disciplina e respeito pelo próximo, a chaga do Brasil só vai aumentar e a vida dos nossos filhos e da sociedade migrará para a barbárie. 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Não é flor que se cheire

Cândido Norberto, jornalista, deputado do MTR (cassado), na tribuna da assembleia do RS, criticava o governador Ildo Meneghetti. Janela aberta, via-se ao lado o Palácio Piratini. Irritado com os ataques, o deputado Hed Borges, da bancada do governo, grita lá de trás :
- V. Exa., senhor deputado, já foi do PL, do PSD, do PTB, agora é do MTR. Como um beija-flor, vive pulando de flor em flor.
Cândido Norberto apontou para o palácio :
- É por isso mesmo que eu lhe digo, senhor deputado, que esse governador não é flor que se cheire.

(Nery em seu Folclore Político)

domingo, 13 de maio de 2012


                                    Mãe, Divina Criação
Nasci num ventre de amor, da mais bela criação divina. 
Estou falando da amada, Mãe, ela mesmo, Marina. 
Cresci com a melodia que todas as noites cantava.
Recebi uma boa educação, em sermões, conselhos e palmadas. 
Mãe, sei da tua fé e das tuas orações.
Sei dos teus medos e das preocupações.
Sem da difícil luta que enfrenta todos os dias.
Mas Deus esta sempre te ouvindo com a interseção de Maria. 
Tu é sinônimo de carinho, é sinônimo de amor,
quando surge algum espinho, tu transforma-o em flor.
Tu és felicidade, ternura e doação.
Tu és bela, cheia de graça, uma divina criação.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Novo Código Penal


                
              O anteprojeto do novo Código Penal vem sendo elaborado desde outubro e deve ser entregue ao Senado Federal até o fim de maio. Com as mudanças o processo por furto dependerá de representação da vítima, que não mais será ação pública condicionada, como é no momento. Com isso, a comissão pretende descaracterizar alguns furtos com o intuito de modificar o degradante cenário do sistema carcerário brasileiro. Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional, há no Brasil 65 mil pessoas presas por furto. 

            Alguns tipos de furtos já constantes na jurisprudência foram agora lançados no modo tipificado. O novo projeto considera para fins de furto a energia elétrica, água, gás, sinal de tevê a cabo e internet ou qualquer outro bem que tenha expressão econômica, além de documentos pessoais. Uma definição de grande relevância, a meu ver, foi a de considerar que a reparação do dano, desde que a coisa furtada não seja pública, extingue a punibilidade, desde que feita até a sentença de primeiro grau e aceita pelo réu.  

              Além dessas mudanças a comissão do novo CP aprovou as seguintes propostas: o furto de veículos transportados para outro estado, aqueles cometidos em ocasião de incêndio, naufrágio e calamidade, como furto qualificado; a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos foi criminalizada; a tipificação do tráfico de pessoas passa a se estender para os casos cuja finalidade  é de submeter a vítima a trabalho escravo e a remoção de órgãos passa a ter tipo próprio e não será mais punida como lesão corporal. Essas são as principais mudanças, propostas no anteprojeto do novo Código Penal.