domingo, 13 de maio de 2012


                                    Mãe, Divina Criação
Nasci num ventre de amor, da mais bela criação divina. 
Estou falando da amada, Mãe, ela mesmo, Marina. 
Cresci com a melodia que todas as noites cantava.
Recebi uma boa educação, em sermões, conselhos e palmadas. 
Mãe, sei da tua fé e das tuas orações.
Sei dos teus medos e das preocupações.
Sem da difícil luta que enfrenta todos os dias.
Mas Deus esta sempre te ouvindo com a interseção de Maria. 
Tu é sinônimo de carinho, é sinônimo de amor,
quando surge algum espinho, tu transforma-o em flor.
Tu és felicidade, ternura e doação.
Tu és bela, cheia de graça, uma divina criação.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Novo Código Penal


                
              O anteprojeto do novo Código Penal vem sendo elaborado desde outubro e deve ser entregue ao Senado Federal até o fim de maio. Com as mudanças o processo por furto dependerá de representação da vítima, que não mais será ação pública condicionada, como é no momento. Com isso, a comissão pretende descaracterizar alguns furtos com o intuito de modificar o degradante cenário do sistema carcerário brasileiro. Segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional, há no Brasil 65 mil pessoas presas por furto. 

            Alguns tipos de furtos já constantes na jurisprudência foram agora lançados no modo tipificado. O novo projeto considera para fins de furto a energia elétrica, água, gás, sinal de tevê a cabo e internet ou qualquer outro bem que tenha expressão econômica, além de documentos pessoais. Uma definição de grande relevância, a meu ver, foi a de considerar que a reparação do dano, desde que a coisa furtada não seja pública, extingue a punibilidade, desde que feita até a sentença de primeiro grau e aceita pelo réu.  

              Além dessas mudanças a comissão do novo CP aprovou as seguintes propostas: o furto de veículos transportados para outro estado, aqueles cometidos em ocasião de incêndio, naufrágio e calamidade, como furto qualificado; a venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos foi criminalizada; a tipificação do tráfico de pessoas passa a se estender para os casos cuja finalidade  é de submeter a vítima a trabalho escravo e a remoção de órgãos passa a ter tipo próprio e não será mais punida como lesão corporal. Essas são as principais mudanças, propostas no anteprojeto do novo Código Penal.




sábado, 18 de fevereiro de 2012

Culto à intolerância

Por Honório Neto

Intolerância, um dos problemas mais antigos e profundamente enraizados nos dias atuais.

Hoje se cultua o egocentrismo, a disputa desleal, a busca pelo lugar mais alto, o intolerável. Observamos esse fenômeno, por exemplo, nas filas de bancos, em estacionamentos, no trânsito, nos diversos relacionamentos afetivos e na sociedade como um todo.

Paro para refletir sobre o assunto, e, presumo que a chave que pode desencadear esse excesso ou pelo menos abrir algumas portas que nos aproxime a esse fim, esteja situada no esclarecimento de que trata o filósofo Immanuel Kant no texto escrito em 1784, “O que é o Esclarecimento?”.

Necessitamos compreender, que esse problema além de estar ligado à formação do ser humano (nascemos em berços diferentes, fomos educados em ambientes distintos, se adaptarmos a sistemas diversos), tem essência fundada nas correntes que são enlaçadas no ser desde o nascimento (distinção de raça, cor, etnias e etc).

A parti do esclarecimento, que segundo Kant consiste numa condição moral e não uma coisa, e seu sentido não pode ser minorado ao saber ou conhecimento, pois é a combinação do conhecimento profundo sobre um assunto específico com a autonomia crítica do sujeito do conhecimento, o homem sai da “menoridade” e migra para a sua própria liberdade, passando a ter uma convivência saudável, com capacidade tolerável ao se deparar com certos comportamentos alheios, que de fato, prescindem de intolerância.

Nesse mesmo diapasão, é possível notar que a inclusão cultural também pode ser uma política que contribua para o fim do pré-julgamento e para uma melhor convivência. Precisamos sair da “caixa” e buscar o esclarecimento a fim de sanar essa situação que assola a sociedade ou, saltem¹, chegar ao mínimo, suficiente que possibilite a convivência saudável e mais respeitosa entre as pessoas.

1- “pelo menos” - latim

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Crack: pior do que parece ser.






 Crack: pior do que parece ser.

O crack surgiu na década de 80, nas Bahamas. Logo se espalhou pela periferia de cidades como Los ageles. Em 1988, 2,5 milhões de americanos já tinham consumido crack. No Brasil, no início dos anos 90, a droga derivada da pasta-base de coca foi ocupando calçadas e as ruas de São Paulo e logo se espalhou no território nacional. Hoje, assola mais de 90% das cidades do País.

Por que o crack vicia tão rápido?

Até agora não temos conhecimento de nada que proporcione um aumento tão grande de dopamina no cérebro, o neurotransmissor que regula a sensação de bem-estar.  Para se ter uma idéia, a comida faz aumentar o nível de dopamina no cérebro em 50%, o sexo aumenta em 100%, a cocaína em 230% e o crack em 900%. É por essa razão que o crack vicia tão rápido.

A droga trampolim para a mortal (crack) é a cocaína, muitos usuários de desta nem pensam em consumir crack, a migração se da pelo estimulo dos amigos e às vezes, o traficante está sem o pó e convida o viciado a experimentar a pedra queimada em cachimbos improvisados.

A primeira tragada marca o começo do fim. A partir delas, pobres e ricos se igualam na trajetória de autodestruição. Em três anos, a quase totalidade dos viciados estará gravemente doente, terá se envolvido em crimes e visto a família se desmantelar. No fim do quinto ano de consumo um terço deles esta morto – em geral, pelo comportamento de risco que passa a apresentar.

Se ricos e pobres se igualam na desgraça, voltam a se diferenciar ao sair dela – ou tentar sair. Evidentemente têm mais chances aqueles que pagam para se internar em boas clínicas com acompanhamento médico e psicológico. Mesmo assim, 90% dos que o fazem sofrem recaídas nos primeiros 8 (oito) meses.

O crack invadiu as famílias pobres e agora começa a se instalar na classe média.
Cabe a nós educar os nossos filhos e cobrar das autoridades políticas que revertam ou modifiquem o cenário que assombra e destrói as famílias brasileiras.

Referência: Revista Veja, edições nº(s). 3º e 4º de 2012.